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Novamente Geografando

Este blog recolhe e organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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10 RAZÕES QUE CONFIRMAM A NORUEGA COMO UM DOS PAÍSES MAIS BONITOS DO PLANETA

Mäyjo, 09.07.15

Se ainda não escolheu o destino de férias deste verão fica aqui uma sugestão: Noruega. É um dos países mais bonitos do mundo, com paisagens naturais arrebatadoras, pessoas felizes e uma história fascinante.

Se estes argumentos não são suficientes para o convencer deixamos-lhe aqui 10 razões pelas quais vale a pena explorar este país nórdico.

A bela Noruega

UNIVERSIDADE DE COIMBRA VAI INVESTIGAR INUNDAÇÕES E CHEIAS URBANAS

Mäyjo, 09.07.15

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Equipas da Universidade de Coimbra (UC) e Águas de Coimbra (AC) participam num consórcio Europeu, liderado pela Universidade de Sheffield, no Reino Unido, para investigar as inundações e cheias urbanas.

O projeto chama-se Centaur – Cost Effective Neural Technique for Alleviation of Urban Flood Risk –, vai receber €2,5 milhões de financiamento e faz parte do programa Horizonte 2020 – “Water Innovation: boosting its value for Europe”.

Com um financiamento de 2,5 milhões de euros, o projeto vai ser apresentado oficialmente hoje, na Sala do Conselho da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCTUC, Edifício Central), no Polo II da Universidade de Coimbra.

O projeto Centaur tem a duração de três anos e vai criar “uma abordagem inovadora para controlo em tempo real (RTC) de redes de drenagem de águas pluviais, com o objetivo de reduzir o risco de inundações e cheias em áreas urbanas”, explica Alfeu Sá Marques, investigador da FCTUC.

“Será desenvolvido um sistema de baixo custo, descentralizado e autónomo e será instalado, testado e demonstrado em Coimbra, nas redes de drenagem das Águas de Coimbra”, continua.

Segundo Pedro Coimbra, presidente do Conselho de Administração da Águas de Coimbra, este é um projeto “de grande importância para Coimbra”, que envolve um conjunto relevante de parceiros, “incluindo a UC”.

O projeto enquadra-se no programa Horizonte 2020, o maior instrumento da Comunidade Europeia especificamente orientado para o apoio à investigação. O apoio financeiro é concedido na base de concursos em competição e mediante um processo independente de avaliação das propostas apresentadas, com taxas de sucesso das candidaturas inferiores a 10%.

Foto: Edward Allen Lim / Creative Commons

Este artigo faz parte de um trabalho especial sobre Água, publicado durante o mês de Julho e promovido pela Águas de Portugal.

QUAL O PASSADO DO RIO AMAZONAS?

Mäyjo, 09.07.15

Há muito que o debate sobre a origem do rio Amazonas divide investigadores, e o caso não é para menos: trata-se do maior rio do mundo, com sete mil quilómetros de extensão e 20 quilómetros de largura, quando chega a Manaus.

Em tempos, uma equipa de investigadores do Rio de Janeiro concluiu, com base em fósseis de peixes, que há 2,5 milhões de anos um esboço do rio Amazonas corria para oeste e desaguava numa área árida do Caribe. Agora, um geofísico de São Paulo apresenta uma nova possível explicação para a formação do rio e da bacia Amazónica, sugerindo que as suas águas já fluíam para leste há muito mais tempo, há cerca de 10 milhões de anos.

De acordo com este estudo, desenvolvido a partir de uma simulação matemática da evolução do terreno e do depósito de sedimentos na região, o rio Amazonas teria tomado o seu sentido actual, de oeste para leste, não só em consequência de alterações no interior da Terra, que desencadearam um surgimento da porção oeste da Amazónia, de acordo com a abordagem tradicional, mas também como resultado da movimentação da própria superfície terrestre. Um aumento na erosão das cordilheiras andinas pelas intempéries teria criado o declive que se estende dos Andes à Ilha de Marajó – e por onde hoje escorre um quinto das águas fluviais do planeta.

“Mostrei que a própria dinâmica da erosão e sedimentação teria sido capaz de modificar a drenagem da região”, afirmou ao Planeta Sustentável a o geofísico Victor Sacek, professor da Universidade de São Paulo (USP), que detalhou esta hipótese num artigo publicado na revista Earth and Planetary Science Letters. As suas conclusões convergem com as do geólogo Paulo Roberto Martini, cuja equipa estabeleceu em 2008 o rio Amazonas como o mais extenso do mundo.

“A rapidez com que os Andes crescem e a erosão que o Amazonas provoca na cordilheira são monumentais”, diz Martini. “O rio transporta para o mar o equivalente a mais de um Pão de Açúcar inteiro de sedimentos por mês.”

Para entender essa hipótese, é preciso rever a evolução da paisagem na região. Há 24 milhões de anos, no início do período geológico conhecido como Mioceno, as nascentes dos rios do norte da América do Sul não ficavam nos Andes, como hoje, mas em relevos bem menos expressivos a oeste, que dividiam as águas da região em duas bacias hidrográficas distintas.

A leste do divisor de águas, os rios desciam em direção à actual foz do Amazonas. A oeste, os rios seguiam na direcção oposta, rumo a bacias aos pés dos Andes, e alimentavam imensos lagos e pântanos, que formavam uma área alagada 20 vezes maior que o actual pantanal, conhecido como Sistema Pebas.

De acordo com a geóloga Carina Hoorn, da Universidade de Amsterdão, na Holanda, as bacias separadas pelo Arco Purus teriam começado a fundir-se há 16 milhões de anos. Assim, o rio Amazonas e sua bacia teriam ganho a sua extensão actual durante os seis milhões de anos seguintes, quando a inclinação do relevo do norte do continente fez a água dos lagos entre os Andes e o Arco Purus começar a fluir por rios preferencialmente para leste.

Estas conclusões foram reforçadas pela equipa do geólogo Jorge de Jesus Figueiredo, depois de esta recolher e analisar amostras de rochas em poços de sondagem no fundo do mar próximo à foz do Amazonas.

Saiba mais sobre o tema neste link e veja algumas das mais belas fotos do Amazonas.